Vale a pena pagar o período não contribuído?

Na Aposentadoria


Olá, Gostaria de uma orientação: Previdência INSS - Tenho 43 anos e apenas 10 anos de contribuição pelo INSS Meu primeiro registro foi em 1989, mas fiquei muito tempo trabalhando sem registro e sem contribuir para a previdência, atualmente trabalho com carteira assinada mais sei que vai ser difícil obter minha aposentadoria antes de completar a idade máxima. Gostaria de saber se vale apena pagar um período de 4 anos, de 2004 a 2008, que fiquei sem colaborar para tentar diminuir o período, ou seja, tentar obter o beneficio com 61 anos?? Previdência Privada - Outra situação seria sobre a previdência privada que possuo. Em 2005 fiz um plano de previdência privada PGBL para garantir um rendimento com 55 anos, porém aconteceu duas situações: Primeiro, como virei funcionário em uma empresa que possui um plano de previdência privada acabei parando de contribuir no meu plano antigo; segundo, precisei sacar uma parte do dinheiro para completar a entrada de um imóvel que adquirir. Minha dúvida é se vale a pena voltar a contribuir no meu primeiro plano Previdência Privada para garantir um rendimento antes ??

Carlos Reis

Resposta

Carlos,

Sobre sua primeira questão, o Ministério da Previdência informa que a legislação previdenciária somente aceita pagamento de período retroativo se comprovado o exercício de atividade remunerada, à época, como contribuinte individual (autônomo), mediante autorização da agência da Previdência Social mais próxima do domicílio do interessado. Também esclarece que a aposentadoria por idade é devida para o homem aos 65 anos de idade e 15 anos de tempo de contribuição. Pelas suas informações, você ainda não tem direito a se aposentar pelo sistema público.

Sobre a segunda questão, relacionada à previdência privada, Rogério Araújo, sócio da TGL e especializado no tema, diz que você está no caminho certo:

"Parabéns por buscar um plano de previdência complementar e mais ainda por aderir ao plano coletivo de sua empresa, geralmente as empresas contribuem com um percentual sobre a sua contribuição, o que é muito saudável", disse Araújo.

Mas ele faz um alerta para que você tenha cuidado com os resgates de seu fundo de previdência para outra finalidade de curto prazo. "Pode não valer a pena - na maioria das vezes não vale - pelas taxas cobradas e tributação", disse Araújo.

Ele lembra que previdência privada é um ótimo investimento, de médio e longo prazos e acrescenta que quando (e se) houver a necessidade de dinheiro, avalie suspender suas contribuições e com o valor das mesmas simular um financiamento para adquirir um bem ou realizar um sonho.

Quanto a voltar a contribuir para o seu plano antigo, este especialista sugere que você avalie os seguintes pontos:

  • Como trata-se de um PGBL tome cuidado para a contribuição do plano da empresa, somando ao particular, não ultrapassar o limite de dedução da sua base de cálculo do Imposto de Renda de Pessoa Física (IRPF), que é o limite de 12% da sua renda declarada;
  • Como trata-se de PGBL presume-se que sua declaração de IRPF seja no modelo completo, caso contrário, sua opção deve ser reavaliada, possivelmente o VGBL lhe atenderá melhor.
  • E por fim, como trata-se de um plano antigo, contratado em 2005, é quase certo que tenha taxas de carregamento e/ou administração elevadas. Portanto, avalie, os planos atuais que são bem mais agressivos face à competitividade entre as seguradoras.

por Carmen Nery

 






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