Cuidado com as fraudes


#

Uma professora que vive no Mato Grosso pegou R$ 100 mil, que por alguns anos conseguiu acumular com as sobras de seu apertado orçamento, e aplicou na Bolsa de Valores. Perdeu tudo numa só tacada. Mas no caso, não foi o mercado que foi contra a professora, mas o corretor.

A moça investiu suas economias depois de participar de um curso sobre o mercado de ações no final do ano passado. Foi o consultor do curso que se encarregou de fazer as aplicações da professora e, claro, desapareceu com o dinheiro. Era um falso corretor.

A proliferação de escritórios falsos de corretoras de valores vem chamando a atenção da Comissão de Valores Mobiliários (CVM), o órgão responsável por regular e fiscalizar o mercado de capitais brasileiro. Há várias investigações em curso, segundo a CVM.
Mas pegar esses falsos corretores não é uma tarefa simples. “Há um escritório em Belo Horizonte que estamos tentando pegar, mas eles trocam periodicamente de endereço”, diz uma fonte da CVM que acompanha as investigações.

Num caso em Belo Horizonte, a corretora está cobrando uma taxa de corretagem que chega a 80%!

Em São Paulo houve registro de dois casos de escritórios falsos de corretoras de valores. Os corretores abordavam a clientela entregando um cartão de visita em que se diziam associados a uma grande corretora. Quando checava na internet, o investidor se sentia confortável, pois a corretora de fato existia.

Alguns chegaram a ligar para o telefone que constava no cartão de visitas e de fato confirmaram que se tratava de um funcionário da corretora. Ocorre que o número do telefone não era o da corretora e do outro lado da linha estava uma pessoa ligada ao esquema de fraude, que atendia e confirmava todas as informações dadas pelo falso corretor. Ou seja, para se proteger utilize os números de contato da corretora que consta nos registros da Bolsa ou da CVM.






Participe desta comunidade, você tem dúvidas sobre finanças pessoais?