Um perigoso padrão de gastos


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 Um estudo recente da Organização para Cooperação e Desenvolvimento Econômico (OCDE) sobre educação financeira apontou que no Brasil existe um comportamento perdulário entre a população, bastante preocupante.

O estudo, intitulado Ferramentas para medição de estratégias de educação e inclusão financeiras, revelava, a partir de dados fornecidos pelos órgãos de regulamentação locais, que as famílias destinam uma elevada porcentagem da renda para pagamentos de dívidas.

Adele Atkinson (foto), que é analista de políticas de educação financeira da OCDE e orientadora do relatório, diz que esse padrão se repete em outros países.

"De fato, nossos dados mostram que em alguns países existe uma tendência das pessoas viverem para o hoje, que encontram mais satisfação em gastar do que em poupar. Elas preferem gastar todo seu dinheiro e ainda tomar mais emprestado, sem levar em conta as consequências para o futuro".

Segundo ela, esse comportamento, em geral, reflete uma mudança recente nos níveis de renda disponível e/ ou acesso a crédito. E as expectativas de inflação também têm um papel importante, por prejudicar o referencial de preços e estimular gastos imediatos.

"A falta de cultura de poupança também exacerba a situação, na medida que despesas não previstas podem forçar as pessoas a tomar empréstimos", afirma. 

Adele Atkinson estará no Brasil entre os dias 16 e 22 de maio para participar da 3ª Semana de Educação Financeira (ENEF), evento promovido pelas entidades públicas e privadas que fazem parte da Estratégia Nacional de Educação Financeira (ENEF), entre eles o Banco Central, a Susep, a Previc, a CVM, Anbima,BM&FBovespa e Febraban.

Durante o evento, ela vai apresentar os resultados da última edição do estudo que faz um balanço das estratégias de diversos países na área. Leia a entrevista que ela deu ao Letras & Lucros.
 

 






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