Comer saudável vale mais e custa menos


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Na pesquisa da Sodexo junto aos beneficiários do cartão alimentação, a grande maioria (81%) respondeu que o valor recebido da empresa não chega ao fim do mês porque o crédito é baixo e os restaurantes são caros.

Não há dúvida de que comida fora de casa custa caro, especialmente nas capitais e mais ainda no eixo Rio-São Paulo. Mas os nutricionistas Rafael Claro e Maria Laura Louzada apontam os pratos feitos – vulgo “pf” – como a melhor alternativa para quem tem orçamento apertado, mas não abre mão de comer bem.

“A melhor alternativa para se alimentar saudavelmente fora de casa é levar a própria comida”, disse Rafael Claro, Professor Adjunto do Departamento de Nutrição da Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG). “Mas se não for possível, os ‘pf’ são a melhor escolha”, afirmou.

Os “pf” retratam mais fielmente o que o brasileiro come em casa e a boa notícia é: está ótimo comer arroz com feijão!

Maria Laura Louzada, que é Doutora em Nutrição e Saúde Pública pela Universidade de São Paulo (USP) e uma das especialistas que trabalharam na elaboração do Guia Alimentar Para a População Brasileira, do Ministério da Saúde, explica que essa combinação – arroz, feijão, bife, salada crua ou legumes cozidos – contem todos os nutrientes necessários à ração diária que é de 2.000 quilocalorias (Kcal) em média.

Além de elaborados no mesmo dia, esses alimentos passaram por poucos processos. Não é o caso, por exemplo, da comida fast food, que faz parte do grupo de alimentos classificado como ultraprocessados – sanduíches e alimentos industrializados. Estes devem ser evitados.

“Ao contrário de outros países, o Brasil ainda tem locais onde se serve comida feita na hora a um preço acessível como os quilos e os pf”, acrescenta Maria Laura.

Foto: Flickr

 






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