O cisne negro e suas ações


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Nassim Taleb, autor do livro “The Black Swan: The Impact of the Highly Improbable” (O cisne negro: O impacto do altamente improvável), diz que não é possível gerenciar o risco, porque simplesmente as crises ocorrem a partir de algo que não está no radar de ninguém. O que ele chama de cisne negro. O 11 de setembro, por exemplo, foi um desses “cisnes negros”.
Por isso, ele diz, você deve separar a parcela do seu dinheiro que não quer correr risco e colocar nos conservadores títulos do governo. O que vai para o risco então você divide nos mercados que quiser, mas com a certeza de que poderá perder tudo se um cisne negro aparecer.

“Risk management (gestão de risco) é lixo, pois a tentativa de determinar causa e efeito dos fatos é continuamente obstruída por fenômenos aleatórios”, afirmou Taleb numa entrevista ao jornal Valor Econômico.

Taleb já foi um talentoso investidor de Wall Street , um dos pioneiros em operações com os complexos contratos de derivativos financeiros, negociados nas bolsas de futuros em todo o mundo e sua corretora, a Empírica LLC, uma das administradoras de fundos de maior sucesso do mercado americano. Há alguns anos, porém, Nassim Taleb abandonou o dia-a-dia das finanças para se tornar um acadêmico.

Mas por que “cisne negro”?

Antes de a Austrália ser descoberta as pessoas achavam que todos os cisnes do mundo eram brancos. Acontece que naquele país existe um tipo de cisne que é negro ( o cygnus atratus). Então, a Austrália nos mostrou que poderia haver uma exceção escondida de nós, da qual não tínhamos a menor ideia.

O improvável existe. “Agora, o meu cisne negro não é um pássaro, é um evento com três características: primeiro, é altamente inesperado; segundo, tem um grande impacto; terceiro, é, que depois que acontece, procuramos dar uma explicação que o faça parecer menos aleatório e mais previsível do que era”, explicou Taleb.






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